No Capucho, o canteiro já concluiu a terraplanagem do prédio principal e das vias. Agora, as equipes iniciam os muros de arrimo e a macrodrenagem. A unidade vai concentrar serviços hoje espalhados pela rede estadual.
O canteiro de obras do Complexo Materno-infantil Nossa Senhora de Lourdes, no bairro Capucho, em Aracaju, segue movimentado. Depois de concluir toda a terraplanagem do terreno onde ficará o prédio principal e as vias de acesso, as equipes iniciam agora a instalação dos muros de arrimo e do sistema de macrodrenagem. A unidade, vinculada à atual Maternidade Nossa Senhora de Lourdes (MNSL), foi idealizada para concentrar em um único endereço serviços que hoje estão espalhados em diferentes estruturas da rede estadual.
O coordenador de obras do Proredes, Décio Aragão, informa que a intervenção já atingiu 12% de execução física. Segundo ele,
já foram concluídos 100% dos serviços de terraplanagem do edifício principal e das vias internas, além de 80% dos muros de arrimo e 15% da macrodrenagem
. Essa evolução marca o fim da primeira etapa e abre caminho para as próximas fases do cronograma.
Com recursos que ultrapassam R$ 140 milhões – oriundos do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), do Novo PAC e do Governo de Sergipe – o complexo é apontado como uma resposta a uma demanda histórica por ampliação da assistência materno-infantil no estado. Quando entrar em funcionamento, a capacidade de atendimento da MNSL deverá crescer 48%, aliviando a pressão sobre leitos e serviços hoje considerados críticos pela gestão da saúde.
O projeto prevê a instalação de 234 leitos de internação, distribuídos da seguinte forma: 66 de alojamento conjunto, 40 em Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (Utin), 40 em Unidade de Cuidado Intermediário Neonatal Convencional, 33 voltados à gestação de alto risco, 20 de Unidade de Cuidados Intermediários Canguru e 20 de UTI adulto. Na área de obstetrícia, haverá ainda dez leitos para pré-parto, parto e pós-parto (PPP) e cinco no Centro de Parto Normal.
Além dos leitos, o complexo reunirá consultórios, salas cirúrgicas e equipamentos de diagnóstico por imagem que deverão incorporar tecnologia de ponta, como monitores multiparamétricos de alta resolução, leitos aquecidos e aparelhos de ultrassonografia avançados. A proposta é oferecer atendimento humanizado para mulheres, gestantes, recém-nascidos e crianças, inclusive em casos de alto risco, mantendo equipes multidisciplinares 24 horas.
O Governo de Sergipe estima que, com a finalização da macrodrenagem, será possível iniciar a fundação da estrutura principal até o fim deste ano. A obra faz parte do Programa de Fortalecimento de Redes de Inclusão Social e Saúde (Proredes), que abrange outras frentes de modernização da infraestrutura estadual. Ainda de acordo com a Secretaria de Estado da Saúde, o novo complexo deverá servir de centro de formação para profissionais e campo de estágio para residentes em ginecologia, obstetrícia, pediatria e enfermagem neonatal.
Moradores do entorno acompanham o avanço do canteiro com expectativa. Para quem vive no Capucho, a presença de uma unidade dessa magnitude pode impulsionar o comércio local, valorizar imóveis e, sobretudo, reduzir deslocamentos de gestantes para outros bairros ou municípios. A direção da MNSL afirma que, enquanto a construção segue, melhorias pontuais seguem sendo executadas na unidade já existente, garantindo a continuidade do atendimento às famílias sergipanas.
Semanas à frente, as equipes devem finalizar os muros de arrimo e iniciar a concretagem das estacas. Na sequência, será montado o esqueleto metálico que dará forma ao edifício principal. O cronograma completo se estende por etapas interligadas, todas supervisionadas pela Secretaria de Estado da Saúde, que promete divulgar relatórios periódicos sobre o andamento e a aplicação dos recursos.
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