A vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, pediu neste sábado (3) a libertação imediata do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores. Segundo a dirigente, Maduro foi capturado por militares norte-americanos durante bombardeios realizados nas primeiras horas do dia.
Em pronunciamento em cadeia nacional de rádio e televisão, Rodríguez afirmou que “jamais seremos colônia de qualquer império” e garantiu que o país “resistirá” à ofensiva dos Estados Unidos. A fala ocorreu poucos minutos após o término de uma coletiva de imprensa do presidente norte-americano, Donald Trump, na qual ele declarou que Washington administrará a Venezuela até “uma transição segura” e que empresas dos EUA explorarão o petróleo venezuelano.
Conselho de Defesa acionado
Rodríguez participou do Conselho de Defesa da Nação ao lado do ministro da Defesa, Vladimir Padrino López, do ministro do Interior, Diosdado Cabello, e da presidente do Tribunal Supremo de Justiça, Caryslia Rodríguez, entre outras autoridades. A vice-presidente informou que todos os órgãos do Estado foram acionados, por decreto assinado por Maduro, para “salvaguardar a independência nacional, a soberania e a integridade territorial”.
Acusações e contexto
Os Estados Unidos vinham oferecendo recompensa de US$ 50 milhões por informações que levassem à prisão de Maduro, acusado por Washington de chefiar o suposto Cartel de Los Soles. Especialistas em tráfico internacional de drogas contestam a existência dessa organização criminosa.
A operação militar norte-americana é vista por críticos como uma estratégia para afastar Caracas de aliados como China e Rússia, além de garantir acesso às reservas de petróleo venezuelanas, consideradas as maiores do mundo, conforme dados da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep).
Chamado à união interna
Durante o pronunciamento, Delcy Rodríguez conclamou as Forças Armadas, os poderes públicos e a população a manter a calma e a “fundir-se em um só corpo” na defesa do país. Ela também agradeceu manifestações de solidariedade de governos estrangeiros e alertou: “O que fizeram hoje com a Venezuela pode ser feito com qualquer outra nação”.
O ataque norte-americano é o primeiro episódio de intervenção direta de Washington em um país latino-americano desde 1989, quando tropas dos EUA invadiram o Panamá e capturaram o então presidente Manuel Noriega.
Até o momento, não há informações oficiais sobre o paradeiro de Nicolás Maduro nem sobre possíveis negociações para sua libertação.
Com informações de FaxAju
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