A taxa de desemprego no Brasil ficou em 5,6% no trimestre móvel encerrado em agosto, repetindo o menor patamar da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), iniciada em 2012 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O resultado não mostrou variação em relação ao trimestre encerrado em julho, quando o índice atingiu o mesmo nível recorde. Frente ao período de março a maio deste ano, a desocupação recuou 0,6 ponto percentual. Na comparação com o mesmo intervalo de 2024, a queda foi de 1 ponto percentual.
Menor número absoluto de desocupados
O levantamento aponta 6,084 milhões de pessoas sem trabalho, o menor contingente já medido. O total representa retração de 9% (menos 605 mil pessoas) ante o trimestre anterior e de 14,6% (menos 1 milhão) em doze meses.
Ocupação bate recorde
A população ocupada chegou a 102,4 milhões, novo recorde da série. Entre esses trabalhadores, 39,1 milhões têm carteira assinada no setor privado, marca também histórica. O grupo permaneceu estável em relação a maio, mas cresceu 3,3% em um ano, com a formalização de 1,2 milhão de vínculos.
Dois segmentos puxaram o avanço da ocupação no trimestre:
- Administração pública, saúde, educação e serviços sociais: +1,7% (323 mil vagas)
- Agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura: +4,4% (333 mil vagas)
Em sentido oposto, os serviços domésticos encolheram 3%, o equivalente a 174 mil postos.
Indicadores complementares
O nível de ocupação subiu para 58,8% da população em idade de trabalhar, um avanço de 0,2 ponto percentual frente ao trimestre anterior.
A taxa composta de subutilização atingiu 14,1%, repetindo o menor índice da série. Já o grupo dos desalentados recuou para 2,4% da força de trabalho.
A informalidade abrange 38% dos ocupados (38,9 milhões de pessoas), levemente acima dos 37,8% registrados de março a maio. O movimento foi puxado pelo aumento de trabalhadores por conta própria sem CNPJ, hoje estimados em 19,1 milhões.
Metodologia e demais detalhes da Pnad Contínua podem ser consultados no site oficial do IBGE.
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Os números mostram que o mercado de trabalho brasileiro segue aquecido, com recorde de ocupação e redução consistente da desocupação. Continue acompanhando nossas publicações e fique por dentro de novos dados e análises.
Com informações de g1
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