No Oeste Paulista, agricultores têm recorrido ao cultivo protegido para assegurar a oferta de pepino japonês durante todo o ano e, ao mesmo tempo, proteger a renda familiar. Estufas instaladas em propriedades de Rancharia e Tupi Paulista reduzem perdas causadas pelo calor intenso, pragas e doenças, além de manter o padrão visual exigido pelo mercado.
Produção controlada em Rancharia
A produtora Ana Letícia Filetti e seu marido, Reginaldo, cultivam pepino há quase uma década e atualmente mantêm mais de 600 pés em produção na zona rural de Rancharia (SP). Sob filme plástico, a temperatura e a umidade são ajustadas diariamente. Segundo o engenheiro agrônomo Dario Sousa da Silva, o ambiente controlado evita estresse nas plantas, garante coloração mais verde e reduz o uso de defensivos.
O resultado aparece na hora da venda: a caixa de 22 quilos com frutos bem retos, dentro do padrão comercial, sai por cerca de R$ 45. Quando o pepino não atende às exigências de mercado, o valor cai para aproximadamente R$ 15, diferença ainda considerada viável pelos produtores.
Manejo a céu aberto em Tupi Paulista
A 140 quilômetros dali, em Tupi Paulista (SP), o agricultor Waldir Souza Delavalentina mantém o cultivo ao ar livre. A exposição direta ao sol, ao vento e às chuvas obriga o produtor a dobrar a adubação e a aplicação de fertilizantes. Mesmo com ciclo mais demorado e produtividade menor, parte da colheita abastece feiras locais; o excedente segue para estados vizinhos, como Mato Grosso.
Apesar das diferenças no sistema de manejo, ambos os agricultores continuam apostando no pepino japonês. O ciclo curto e a boa aceitação do produto incentivam novos investimentos na cultura.
De acordo com o portal da Embrapa Hortaliças, o cultivo em ambiente protegido tende a elevar em até 30% a produtividade de espécies sensíveis ao calor, caso do pepino japonês.
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O uso de estufas, aliado ao manejo adequado, demonstra que a tecnologia pode ser um diferencial decisivo para pequenos produtores, garantindo produto de qualidade e renda mais estável. Continue acompanhando nossas reportagens para saber como a agricultura familiar vem se reinventando.
Com informações de g1.globo.com




