Brasília – O governo federal apresentou nesta sexta-feira (10) um novo modelo de crédito habitacional destinado a famílias com renda mensal superior a R$ 12 mil. A principal mudança eleva de R$ 1,5 milhão para R$ 2,25 milhões o valor máximo do imóvel enquadrado no Sistema Financeiro da Habitação (SFH), possibilitando juros de até 12% ao ano e uso do saldo do FGTS.
Principais pontos do programa
Teto do imóvel: passa de R$ 1,5 milhão para R$ 2,25 milhões dentro do SFH.
Percentual financiado: a Caixa Econômica Federal volta a cobrir até 80% do valor do bem pelo Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE); anteriormente o limite era 70%.
Uso do FGTS: permitido para entrada, abatimento do saldo devedor ou amortização de parcelas, prática vetada em operações acima do antigo teto.
Público-alvo: famílias com renda superior a R$ 12 mil, faixa que não era atendida pelas linhas subsidiadas do Minha Casa, Minha Vida.
Impacto esperado
Segundo o Ministério das Cidades, a ampliação deve viabilizar o financiamento de cerca de 80 mil imóveis já no primeiro ano. O volume total de crédito previsto chega a R$ 111 bilhões, R$ 52,4 bilhões acima do patamar anterior. Desse montante, R$ 36,9 bilhões serão liberados imediatamente.
Calendário de implantação
A transição começa em 2025 e se estende até dezembro de 2026. A partir de janeiro de 2027 o novo modelo entra em vigor plenamente, com liberação total dos recursos da poupança para o setor imobiliário. Durante o período de adaptação, o depósito compulsório que os bancos mantêm no Banco Central será reduzido gradualmente de 20% para 15%, destinando 5% dos recursos às novas regras.
Alteração nas regras da poupança
Hoje, 65% dos depósitos da caderneta precisam ser direcionados ao crédito habitacional, enquanto 20% ficam retidos como compulsório. Ao fim da transição, essas travas deixam de existir, permitindo que 100% dos recursos da poupança sejam canalizados para financiamentos imobiliários.
Mais detalhes sobre o funcionamento do SFH podem ser consultados no Banco Central do Brasil.
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O novo modelo busca aquecer o mercado imobiliário e preencher a lacuna de crédito enfrentada pela classe média, oferecendo condições de financiamento mais amplas e juros abaixo da taxa básica da economia.
Com informações de G1
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