O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, afirmou que a hipótese de o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), disputar a Presidência da República em 2026 está superada. Em entrevista ao programa Canal Livre, da Band, que irá ao ar no domingo, 8 de outubro, o dirigente declarou que “essa página está virada”.
Segundo Kassab, governadores do maior Estado do país costumam ser cotados para a sucessão presidencial quando têm boa avaliação, mas Tarcísio reiterou que pretende buscar a reeleição no Palácio dos Bandeirantes. “Ele tem dito que não será candidato. Vamos agora participar destas eleições. 2030 está muito longe, teremos novos governadores, novos prefeitos daqui a dois anos”, declarou.
O dirigente do PSD apoiava a ideia de lançar o atual governador paulista ao Planalto, mas passou a admitir o plano de compor a chapa estadual, possivelmente como vice, na campanha de 2026. Kassab é, hoje, secretário de Governo e Relações Institucionais na administração de Tarcísio.
Plano do PSD para a disputa presidencial
Com a desistência do governador paulista, Kassab reforçou que o PSD pretende apresentar candidatura própria à Presidência. A escolha do nome, segundo ele, deve ocorrer até 15 de abril do próximo ano. Atualmente, a sigla reúne três pré-candidatos:
• Ronaldo Caiado, governador de Goiás, que migrou do União Brasil para o PSD no mês passado;
• Ratinho Júnior, governador do Paraná;
• Eduardo Leite, governador do Rio Grande do Sul.
Na entrevista, Kassab avaliou que a filiação de Caiado foi um movimento “mais ou menos coordenado”, decorrente da concordância do político goiano com a decisão de manter Tarcísio fora da corrida presidencial.
Espaço para uma candidatura de centro
O presidente do PSD disse enxergar ambiente favorável a um projeto de centro em 2026. “As pessoas e as pesquisas indicam que querem uma candidatura moderada”, afirmou. Ele acredita que reunir potenciais candidatos dentro do mesmo partido aumenta a chance de chegar ao segundo turno.
Kassab argumentou ainda que, se uma postulação de centro avançar para o segundo turno contra a esquerda, será “muito fácil” dialogar com a direita, e vice-versa. A estratégia da legenda, segundo o dirigente, é justamente oferecer uma alternativa capaz de transitar entre os dois polos políticos do país.
Com informações de Jovempan




