A Nestlé informou que a redução de aproximadamente 16 mil postos de trabalho anunciada em 16 de outubro de 2025 afetará todas as regiões onde a companhia atua, e não somente o Brasil. A declaração rebate publicações que circulam nas redes sociais responsabilizando o governo brasileiro pelas demissões.
Em nota enviada à imprensa, a multinacional suíça explicou que o enxugamento do quadro faz parte de um amplo programa de reestruturação de custos previsto para os próximos dois anos. “O impacto será diferente em cada mercado, e cada operação elaborará seu próprio plano”, diz o comunicado.
Reação à postagem viral
Um post publicado em 17 de outubro na rede social X alcançou mais de 53 mil visualizações ao vincular as demissões ao cenário político brasileiro. A publicação usou a manchete “Nestlé anuncia demissões em massa: 16 mil vão perder seus empregos” e responsabilizou, de forma enganosa, a gestão federal.
Motivo oficial das demissões
Segundo o CEO Philipp Navratil, que assumiu o comando global em setembro, a empresa precisa “agir com maior agilidade” diante das mudanças do mercado. A meta é gerar economia de cerca de R$ 20 bilhões até 2027 (3,7 bilhões de francos suíços), o dobro do previsto originalmente.
Reportagens do Financial Times e do New York Times destacam que a estratégia inclui possíveis vendas de divisões, redução da participação na L’Oréal e resposta à queda de demanda na China, além do impacto de tarifas norte-americanas sobre produtos suíços.
Informações detalhadas sobre quantas vagas serão encerradas em cada país ainda não foram divulgadas pela Nestlé. A companhia disse que manterá diálogo com sindicatos e autoridades locais à medida que os planos forem definidos.
Mais detalhes sobre o programa global de redução de custos podem ser consultados no site oficial da Nestlé.
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Com informações de g1




