Brasília (DF) – A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) assegurou que o abastecimento de diesel está coberto até o fim de abril, mesmo após o barril do Brent atingir US$ 115 (cerca de R$ 602,2) na segunda-feira, 29. O avanço de quase 3% reflete a escalada da guerra no Oriente Médio e já se traduz em bombas mais caras no Brasil.
- Em resumo: Brent supera US$ 115 e preço médio do diesel vai a R$ 7,45, segundo ANP.
Por que o barril explodiu de preço?
A tensão militar voltou a crescer depois de relatos de que os Estados Unidos estudam uma ofensiva terrestre no Irã. Esse risco de interrupção de rotas estratégicas, como o Estreito de Ormuz, disparou compras especulativas no mercado futuro, elevando tanto o Brent quanto o WTI acima de US$ 100 o barril. De acordo com dados do Banco Central, choques de oferta dessa magnitude costumam se converter em inflação em questão de semanas.
No Brasil, a alta internacional amplifica custos logísticos e pressiona toda a cadeia de suprimentos, já que 65% do transporte de cargas depende do diesel.
“O abastecimento de diesel no país está garantido até o final de abril”, informou a ANP.
Impacto imediato no bolso e na economia
Levantamento da ANP mostra que, só na última semana, o litro do diesel comum subiu 2,62% e já custa, em média, R$ 7,45 nas principais capitais. Especialistas alertam que, se o Brent se mantiver acima de US$ 110, novos repasses às bombas são esperados dentro de 15 dias.
O diesel influencia diretamente o preço dos alimentos, do frete e do transporte público. Economistas projetam pressão extra sobre o IPCA de abril, justamente quando o Banco Central tenta sinalizar espaço para cortes na taxa Selic.
No cenário internacional, consultorias de risco avaliam que qualquer bloqueio parcial de Ormuz poderia retirar até 20% do fornecimento global, empurrando o Brent para além de US$ 130. Isso recolocaria 2026 entre os anos de maior volatilidade da história recente do petróleo.
Crédito da imagem: Divulgação / ANP
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