BRASÍLIA – Faltando apenas três dias para o encerramento da janela partidária, marcada para a próxima sexta-feira (3), o plano de poder dentro da Câmara dos Deputados mudou de mãos em ritmo acelerado, pressionando líderes a garantirem espaço antes que o relógio eleitoral zere.
- Em resumo: PL ganha 7 deputados e chega a 94 cadeiras; União Brasil perde 6 e desce para 52.
Trocas que redesenham o tabuleiro
Segundo a última atualização publicada pela Câmara dos Deputados, 13 assentos já trocaram de dono desde o início da janela. Além de PL e União Brasil, oito legendas sentiram o efeito dominó: PP, Podemos, PSD, Republicanos, MDB, PSDB, Solidariedade e Missão — este último, aliás, segue com apenas um representante, o deputado Kim Kataguiri.
A movimentação só é possível porque, em eleições proporcionais, a Justiça Eleitoral entende que o mandato pertence ao partido, não ao parlamentar. Fora da janela, a migração implica perda automática do cargo.
“O mandato é da sigla, não do eleito”, reforçam as regras do Tribunal Superior Eleitoral.
Janela fecha, ministros saem: o próximo passo
Paralelamente, o calendário de desincompatibilização já provoca baixas no Poder Executivo. Pelo menos 16 ministros devem renunciar até abril para disputar novos postos em 4 e 25 de outubro. Exemplos notórios são Fernando Haddad, que deixou a Fazenda rumo ao governo paulista, e Simone Tebet, prestes a sair do Planejamento para tentar uma vaga no Senado.
Depois de 1h50 de sessão no Congresso na madrugada desta terça, líderes partidários evitaram votar pautas complexas, indicando que o foco segue na sobrevivência eleitoral. Com o prazo final batendo à porta, as conversas agora acontecem nos corredores e nas madrugadas, onde cada cadeira vale ouro.
Crédito da imagem: Divulgação / Agência Brasil
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