BRASIL — A rejeição do advogado-geral da União, Jorge Messias, pelo Senado nesta quarta-feira (29/05) desencadeou um movimento de parlamentares bolsonaristas que querem suspender qualquer nova indicação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Supremo Tribunal Federal (STF) até as eleições de outubro.
- Em resumo: com 42 votos contra e 34 a favor, Messias foi barrado, algo que não ocorria desde 1894, e senadores agora pressionam Davi Alcolumbre a segurar futuras sabatinas por seis meses.
Alcolumbre sob pressão para congelar sabatinas
Segundo senadores ouvidos pelo Estadão, aliados de Jair Bolsonaro pediram a Davi Alcolumbre que adie qualquer nova análise de nomes para o STF. O grupo avalia que um próximo indicado só teria chances se houver pacto prévio com a Casa.
O impasse repete a estratégia adotada em 2016 nos Estados Unidos, quando republicanos, liderados por Mitch McConnell, barraram Merrick Garland indicado por Barack Obama.
“Acho que o Pacheco teria evitado muitas resistências que tiveram agora nessa votação. Dificilmente haverá análise de um novo nome antes da eleição, a não ser o nome do Pacheco”, afirmou Efraim Filho (PL-PB).
Placar inédito expõe racha com o Planalto
Messias precisava de 41 dos 81 votos, mas recebeu 34. Petistas esperavam até 48 apoios e classificaram o resultado como “acachapante”. Bolsonaristas comemoraram.
“O Senado deu recado claro de que não vai aceitar a interferência de outros poderes”, disse Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência.
“Esse não seria o momento adequado para fazer essa sabatina e essa votação. O melhor seria não votar a indicação até que o povo decida o rumo que ele quer para o Brasil”, declarou Marcos Rogério (PL-RO).
“Passei cinco meses de desconstrução da minha imagem (…) mas creio que muita coisa boa acontecerá na minha vida”, disse Jorge Messias, ministro da AGU.
Detalhes sobre o funcionamento do processo legislativo em Sergipe podem ser consultados no site da Assembleia Legislativa (ALESE).
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