Aracaju – O Governo de Sergipe confirmou a inclusão de mais 37 unidades de ensino no modelo de tempo integral até 2026. Com a medida, a rede estadual chegará a 146 escolas nesse formato, o que representará 46% do total de unidades de Ensino Fundamental (Anos Finais) e Ensino Médio.
Segundo a Secretaria de Estado da Educação (Seed), a mudança tem potencial para beneficiar cerca de 35 mil estudantes. Nas escolas de tempo integral, a carga horária mínima é de sete horas diárias, combinando a grade obrigatória da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) com itinerários formativos em cultura, esporte, artes, tecnologia e meio ambiente.
Investimentos em estrutura e formação
O coordenador-geral do Núcleo Gestor de Educação em Tempo Integral (NGETI), Cleudo Melo Araújo, afirmou que as unidades já contam com adaptações para a nova jornada. “O Estado vem investindo de forma sistemática na infraestrutura, na formação continuada dos profissionais e no fortalecimento da gestão pedagógica e administrativa, garantindo condições para permanência e sucesso escolar”, explicou.
As metas do programa seguem a Política Sergipana de Educação Integral em Tempo Integral, instituída pela Lei nº 9.800/2025, e dialogam com o Plano Nacional de Educação (PNE), que estabelece que 50% das escolas públicas brasileiras ofertem ensino em tempo integral. Hoje, o índice nacional está em quase 23%, de acordo com o Censo Escolar 2024.
Exemplos de transformação
Entre as escolas que adotarão o novo modelo em 2026 está o Centro de Excelência Professor Valnir Chagas, que abrirá duas turmas de 6º ano, com 60 vagas. A diretora Andreia Abreu relatou grande procura por parte das famílias.
Já o Centro de Excelência John Kennedy, no bairro Getúlio Vargas, opera em tempo integral desde 2018. Em 2025, 334 alunos estavam matriculados. A diretora Armenia Fernandes destacou o projeto “Minha Escola é Sustentável”, que inclui horta, composteira e plantio de árvores frutíferas graças à permanência dos estudantes durante todo o dia.
No mesmo bairro, o Centro de Excelência Professor João Costa registrou mudanças significativas após a implantação da jornada estendida em 2018. De acordo com o diretor Rogério Luiz da Silva, a taxa de reprovação despencou de índices superiores a 60% para menos de 1% em 2025 e o número de aprovados na Universidade Federal de Sergipe (UFS) saltou de cinco para quase 70 alunos.
Outro caso é o Centro de Excelência Leandro Maciel, no bairro Ponto Novo. A diretora Carla Surama contou que, desde 2018, a alta demanda incentivou outras escolas da região a aderirem ao ensino integral.
Para saber mais sobre a política nacional de educação integral, o Ministério da Educação disponibiliza informações detalhadas em seu portal gov.br/mec.
Com a ampliação anunciada, Sergipe se posiciona acima da média brasileira e consolida o ensino em tempo integral como ferramenta de melhoria do desempenho escolar e da permanência dos estudantes.
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Com informações de FaxAju




