O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, afirmou que o governo federal avalia medidas para enfrentar a escalada do preço internacional do petróleo, provocada pela guerra no Oriente Médio, mas descartou qualquer intervenção na Petrobras. A declaração foi dada durante participação na Comissão de Minas e Energia da Câmara dos Deputados, após reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Segundo o ministro, interferir na estatal “seria irresponsável” por se tratar de uma companhia de capital aberto e listada na Bolsa de Nova York. Silveira ressaltou que o governo optará por ações dentro das regras de mercado e da governança da empresa.
Fiscalização e multas por “especulação criminosa”
Silveira negou risco de desabastecimento de combustíveis no país e classificou como “criminosa especulação” os reajustes aplicados por distribuidoras e postos em algumas regiões. Ele anunciou que a Agência Nacional do Petróleo (ANP), Procon, Secretaria Nacional do Consumidor, Polícia Federal e o Ministério da Justiça atuarão em conjunto na fiscalização e na aplicação de multas.
Para acompanhar possíveis impactos no fornecimento, a pasta instituiu uma Sala de Monitoramento do Abastecimento, responsável por identificar rapidamente eventuais riscos e coordenar ações para manter a segurança energética.
O ministro destacou que o valor do barril de petróleo superou US$ 100 desde o início do conflito que envolve Estados Unidos, Israel e Irã, elevando a apreensão global sobre oferta e preços.
No encerramento da audiência, Silveira pediu que a população denuncie aumentos abusivos e reforçou que o governo seguirá acompanhando os movimentos do mercado internacional.
Fonte: g1
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