O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes confirmou o envio de toda a documentação exigida pelo Reino Unido para viabilizar a extradição de Carlos César Moretzsohn Rocha, de 72 anos, presidente do Instituto Voto Legal e foragido desde 26 de setembro de 2025.
Formado em engenharia eletrônica pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), Rocha foi contratado pelo Partido Liberal (PL) após as eleições de 2022 para produzir estudos que embasaram a ação com a qual a legenda contestou o resultado do primeiro turno no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), usando informações enganosas sobre supostas fraudes nas urnas eletrônicas.
Condenação e fuga para o exterior
Pela participação na trama golpista investigada, ele foi condenado a 7 anos e 6 meses de prisão e ao pagamento de multa de R$ 30 milhões. Em dezembro de 2025, Moraes determinou sua prisão domiciliar, mas agentes da Polícia Federal (PF) não o encontraram no endereço registrado em São Paulo. Posteriormente, a corporação confirmou que o engenheiro havia deixado o país com destino ao Reino Unido.
“Modelo de Garantia” enviado aos britânicos
Diante da fuga, Moraes decretou a prisão preventiva e, na segunda-feira (9), solicitou formalmente a extradição. As autoridades britânicas condicionaram o procedimento ao recebimento do chamado “Modelo de Garantia”, documento que descreve as condições do local onde o brasileiro permanecerá detido. Segundo o ministro, as informações já foram remetidas.
Em ofício encaminhado na quinta-feira (12) ao STF, o Ministério da Justiça comunicou que toda a papelada complementar foi enviada ao Ministério das Relações Exteriores. Cabe agora ao Itamaraty conduzir a interlocução diplomática para tentar assegurar o retorno de Rocha ao território brasileiro.
Fonte: Jovem Pan
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