Estocolmo, 15 de outubro de 2025 – O Prêmio Nobel de Economia deste ano será dividido entre os economistas Philippe Aghion, Peter Howitt e Joel Mokyr, reconhecidos pela pesquisa que demonstra como a destruição criativa impulsiona o crescimento econômico de longo prazo.
Ligação inesperada às 10h30
Aghion, de 69 anos, contou que estava em casa na segunda-feira (13) quando recebeu, às 10h30, a chamada da Academia Real de Ciências da Suécia confirmando a premiação. “Realmente eu não esperava”, declarou o francês, que leciona no Collège de France, no INSEAD e na London School of Economics.
Teoria baseada em Schumpeter
A Academia ressaltou que o trabalho de Aghion e Howitt desenvolveu um modelo matemático que detalha como empresas inovadoras superam concorrentes ao introduzirem processos mais eficientes e produtos superiores. A ideia se inspira no conceito formulado por Joseph Schumpeter em 1942, segundo o qual novas tecnologias substituem as antigas, gerando ciclos contínuos de progresso.
Ganhos e perdas no processo
Para Aghion, a entrada de “novos talentos” é fundamental. Ele reconhece, porém, que a inovação pode provocar perdas temporárias de emprego, ao mesmo tempo em que cria postos em setores emergentes, como ocorreu com a internet e, mais recentemente, com a inteligência artificial.
Bolhas financeiras e estagnação
Questionado sobre o risco de uma bolha tecnológica, Aghion afirmou que eventuais excessos de mercado não representam ameaça grave se não houver endividamento exagerado, citando a crise das pontocom há 25 anos como exemplo. “Tenho mais medo da estagnação econômica do que de um grande desastre financeiro”, afirmou.
Alerta contra o protecionismo
O laureado também apontou o protecionismo como obstáculo ao avanço tecnológico. Segundo ele, tarifas e barreiras comerciais reduzem a concorrência e dificultam a entrada de novas ideias. “Precisamos ser mais inovadores, principalmente diante da competição com China e Estados Unidos”, observou.
No encerramento, Aghion defendeu que o crescimento sustentado deve priorizar inovações ambientais, reforçando o otimismo de que cada vez mais países compreendem a importância de investir em pesquisa e tecnologia.
Com informações de g1
De acordo com a Fundação Nobel, o prêmio em Ciências Econômicas é concedido a pesquisas que tenham profunda relevância para o entendimento dos mecanismos de desenvolvimento global.
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O reconhecimento da teoria da destruição criativa ressalta a importância da inovação para o futuro da economia. Continue conosco e receba as atualizações mais relevantes diretamente em sua tela!




