Brasília – 04/12/2025. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, informou que a embaixada dos Estados Unidos solicitou acesso a relatórios e provas das mais recentes ações brasileiras contra o crime organizado. O pedido ocorreu depois do telefonema desta semana entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente norte-americano, Donald Trump.
Segundo Haddad, o governo brasileiro investiga remessas de recursos feitas por facções criminosas a empresas registradas nos EUA, prática usada para lavagem de dinheiro. “O crime não deixa de usar qualquer brecha, como fintechs e sites de apostas, para ocultar patrimônio”, afirmou o ministro.
Na semana passada, o titular da Fazenda já havia descrito uma operação de R$ 1,2 bilhão estruturada como falso investimento estrangeiro. O valor saiu do Brasil e retornou ao país por meio de fundos, configurando, de acordo com Haddad, “triangulação internacional gravíssima”.
Nesta quarta-feira (3), Lula declarou ter alertado Trump sobre a infiltração do crime organizado em instituições democráticas. O presidente brasileiro disse ter sugerido a prisão de líderes de facção que se encontram em território norte-americano. “Eu disse ao Trump: não precisamos usar armas, temos de usar inteligência. Vamos prender os brasileiros que estão aí”, relatou Lula.
A cooperação deve avançar após o envio dos documentos solicitados pela representação diplomática norte-americana, informou Haddad. O ministro acrescentou que a colaboração é considerada fundamental para interromper o fluxo de armas para o Brasil e o movimento de valores ilícitos para os EUA.
O Itamaraty e o Departamento de Justiça dos Estados Unidos ainda não comentaram oficialmente o pedido de informações.
Novos detalhes sobre a parceria deverão ser apresentados quando a documentação estiver em poder das autoridades norte-americanas, concluiu o ministro.
O Grupo de Ação Financeira Internacional (GAFI) mantém recomendações globais para combater a lavagem de dinheiro e o financiamento ao terrorismo, parâmetros que também orientam iniciativas bilaterais como a citada por Haddad.
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Com informações de G1
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