O Tribunal de Contas da União (TCU) estabeleceu prazo de 15 dias para que o Ministério da Fazenda, Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil e Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) informem se analisam a possibilidade de assumir o controle do Banco de Brasília (BRB).
A determinação, assinada pelo ministro Bruno Dantas, atende a pedido do subprocurador-geral do Ministério Público junto ao TCU, Lucas Furtado. O objetivo é esclarecer rumores de “federalização” da instituição, que tenta recompor seu patrimônio após perdas associadas a operações com o Banco Master, investigadas pela Polícia Federal na Operação Compliance Zero em novembro de 2025.
Órgãos terão de apresentar documentos
Dantas solicitou documentos que revelem qualquer estudo ou ato preparatório. Para Caixa e Banco do Brasil, o TCU quer notas técnicas, grupos de trabalho ou análises sobre aquisição, participação societária ou absorção do BRB. Ao BNDES, o tribunal pediu registros de demandas referentes a garantias ou linhas de financiamento ligadas ao saneamento da instituição. Já a Fazenda deverá encaminhar iniciativas internas e estimativas preliminares de impacto fiscal caso a União assuma responsabilidades pelo banco.
No despacho, o ministro reconheceu que não há ato formal confirmando interesse do governo federal, mas ressaltou a “materialidade potencial elevada” e o risco de efeitos sobre o patrimônio público. Ele lembrou que operações de reestruturação bancária costumam ocorrer de forma rápida e, muitas vezes, sob sigilo de mercado.
Em entrevista concedida na quarta-feira (25), o secretário do Tesouro Nacional e presidente do Conselho de Administração da Caixa, Rogério Ceron, afirmou que a estatal acompanha a situação do BRB como “oportunidade de negócio”.
O caso ganhou repercussão após a Justiça determinar o bloqueio de R$ 376,4 milhões em ações do BRB na esteira das irregularidades envolvendo o Banco Master.
Fonte: g1
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