São Paulo – As ações da Natura &Co dispararam na B3 nesta quarta-feira (17) depois de a companhia anunciar a venda da Avon International, subsidiária com sede no Reino Unido, ao fundo norte-americano Regent por US$ 1 (aproximadamente R$ 7).
Termos da transação
Embora o preço inicial seja simbólico, o acordo prevê earn-outs de até US$ 60 milhões (cerca de R$ 430 milhões) atrelados ao desempenho futuro da Avon International. A Natura também converterá a maior parte dos empréstimos concedidos à subsidiária em capital próprio e disponibilizará uma linha de crédito garantida de até US$ 25 milhões, com prazo de cinco anos e possibilidade de saque no primeiro ano após a conclusão do negócio.
As operações da Avon na América Latina continuam sob o controle da Natura, que mantém ainda os direitos de propriedade intelectual da marca na região. As atividades na Rússia seguem em análise estratégica. O fechamento da transação depende de aprovações regulatórias e está previsto para o primeiro trimestre de 2026.
Reação do mercado
Por volta das 14h30, os papéis NATU3 avançavam mais de 15%, cotados a R$ 10,21, enquanto o Ibovespa registrava leve alta de 0,02%, aos 145.628 pontos.
Desinvestimentos recentes
A venda da Avon International faz parte da estratégia de simplificação da estrutura corporativa. Na segunda-feira (15), a companhia já havia firmado acordo vinculante para repassar as operações da Avon em seis países da América Central ao Grupo PDC por US$ 22 milhões.
Antecedentes
A Natura adquiriu a Avon Products em maio de 2019, em uma operação de troca de ações que avaliou a fabricante de cosméticos em US$ 3,7 bilhões. Em 2023, a empresa vendeu a Aesop ao grupo L’Oréal por US$ 2,5 bilhões e a The Body Shop ao fundo Aurelius por £ 207 milhões, concentrando suas operações em Natura e Avon na América Latina.
Informações detalhadas sobre earn-outs em processos de fusões e aquisições podem ser encontradas no Guia de Ofertas Públicas da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
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Com a alienação da Avon International e a concentração nas operações latino-americanas, a Natura avança em seu plano de focar mercados considerados estratégicos.
Com informações de G1
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