Zurique, 8 de outubro de 2025 – A Nestlé anunciou sua saída da Dairy Methane Action Alliance, grupo criado em dezembro de 2023 para medir, divulgar e diminuir as emissões de gás metano na produção de laticínios.
Formada por companhias como Danone, Kraft Heinz e Starbucks, a aliança exige que as empresas publiquem relatórios periódicos sobre o gás e apresentem planos de corte gradual. A Nestlé não explicou o motivo da retirada, mas garantiu que continuará a trabalhar para reduzir gases de efeito estufa em toda a cadeia de suprimentos e mantém o compromisso de neutralizar emissões até 2050.
Em nota, a multinacional suíça informou que “analisa regularmente sua participação em organizações externas” e, dentro desse processo, optou por encerrar o vínculo com a iniciativa. A companhia declarou ter diminuído suas emissões de metano em quase 21% até o fim de 2024, na comparação com 2018.
O recuo representa mais um revés para coalizões corporativas voltadas ao clima. Nos Estados Unidos, o governo do então presidente Donald Trump vinha desmontando políticas ambientais, e grandes bancos já haviam abandonado grupos que pressionam pela redução de carbono.
Segundo a Agência de Proteção Ambiental dos EUA, o metano é cerca de 30 vezes mais potente que o dióxido de carbono no aquecimento global, o que torna o controle dessas emissões um ponto crucial nos esforços climáticos.
Assim, apesar de deixar a Dairy Methane Action Alliance, a Nestlé afirma que seguirá investindo em programas para mitigar o impacto ambiental da pecuária leiteira em suas operações ao redor do mundo.
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Com informações de g1.globo.com




