São Paulo – A Reag Capital Holding anunciou, na noite de terça-feira (7), o cancelamento de seu registro como companhia aberta categoria B na Comissão de Valores Mobiliários (CVM). A decisão, já homologada pelo órgão regulador, retira a empresa do rol de companhias sujeitas às regras de transparência da autarquia e a transforma em sociedade de capital fechado, sem mudança na estrutura acionária.
O movimento ocorre dois meses depois de a controlada Reag Investimentos ter sido alvo de uma megaoperação que mirou um esquema bilionário do Primeiro Comando da Capital (PCC) no setor de combustíveis em São Paulo. Na ocasião, a sede da gestora, na Avenida Faria Lima, foi alvo de mandados de busca e apreensão.
Alvo de investigação
Segundo as investigações, o grupo criminoso teria usado fintechs, fundos de investimento e outras empresas do mercado financeiro para fraudes e lavagem de dinheiro. A Reag Investimentos, de acordo com os autos, teria criado fundos destinados à compra de empresas e à blindagem patrimonial do PCC. A holding nega qualquer ligação com atividades ilícitas e afirma operar “sob rígidos padrões de governança, compliance e auditoria”.
Troca de controle e renúncias
No início de setembro, as acionistas controladoras Reag Asset Management e Reag Alpha FIA assinaram acordo para vender 87,38% da empresa à Arandu Participações, formada pelos principais executivos da própria Reag, por R$ 100 milhões, valor que pode aumentar conforme o desempenho da companhia nos próximos cinco anos.
Em paralelo, a Reag firmou exclusividade com a B100, controladora da Planner Corretora, para negociar a venda da Ciabrasf, administradora de fundos que gere cerca de R$ 340 bilhões. Também houve mudanças no alto escalão: o fundador e presidente do conselho, João Carlos Falbo Mansur, renunciou, seguido por Altair Tadeu Rossato (conselheiro independente) e Fabiana Franco (diretora financeira).
Com o cancelamento do registro, a Reag Capital deixa de publicar demonstrações financeiras segundo os prazos da CVM, ficando sujeita apenas às obrigações previstas na legislação de sociedades limitadas ou anônimas de capital fechado.
O caso segue em investigação pelas autoridades federais.
Informações sobre as obrigações de companhias abertas podem ser consultadas no site da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
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Este material resume as principais etapas da saída da Reag Capital do mercado regulado e as investigações que cercam a empresa. Fique ligado em nossas atualizações e compartilhe a notícia.
Com informações de g1.globo.com
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